quinta-feira, 4 de abril de 2013

Oficina de Escrita Criativa

Olá!

Maria João Vieira vai dar 2 cursos de escrita criativa em Lisboa.
Se anda a ganhar coragem para publicar aqueles textos à tanto tempo guardados, recomendo vivamente que participe. Vai, de certeza, valer a pena!

Deixo abaixo os pormenores:



domingo, 31 de março de 2013

Novidades Chiado Editora: "Nas asas de um anjo - Joana André"

Nas asas de um anjo - Joana André


Sinopse:
E se de um momento para o outro a sua vida, até ao momento perfeita, se visse abalada pelo aparecimento de algo com que não contava, e que pode destruir não só a sua mas, também, a vida dos que mais ama. Numa sociedade em que cada vez mais, o cancro é tido não só como uma doença, mas também como um problema social capaz de, directa ou indirectamente, afectar familias inteiras, “Nas asas de um anjo” leva-o a descobrir que há certas decisões que, apesar de serem aparentemente ridiculas, poderiam ser tomadas por todos nós.

Sobre a autora:
Joana Raquel dos Santos André nasceu na aldeia de Andreus, concelho de Sardoal, a 20 de Setembro de 1991. Possui o curso Técnico de Apoio à Infância. De momento reside na Baixa da Banheira, Moita. Este é o seu primeiro livro.




Autor: Joana André
Colecção: Viagens Na Ficção
Páginas: 118
Data de publicação:Outubro de 2012
Género: Ficção
Preço: 11,00 €
ISBN: 978-989-697-776-4

domingo, 3 de março de 2013

O legado de Mandela - Richard Stengel

Sempre olhei para Nelson Mandela da mesma forma que olhava para o Papa João Paulo II. O seu rosto transmite paz, fraternidade e essencialmente muita energia positiva. Toda a gente sabe que passou uma boa parte da vida preso ou que lutou contra o apartheid pela igualdade e por uma rainbow nation, mas há muito mais para saber.

O legado de Mandela serviu de aperitivo para essa vontade de conhecer melhor a vida deste ícone. Richard Stengel foi o jornalista escolhido por Mandela para o ajudar a escrever a sua autobiografia, "Um longo caminho para a liberdade", obra sobre a qual espero vir a escrever em breve. Para esse trabalho, foram necessárias dezenas de sessões e muitas horas de convívio.

Richard Stengel decidiu pegar naquelas que considerou serem as linhas mestras da forma de vida de Mandela, transformando-as em quinze lições de vida, amor e coragem. O legado de Mandela. Em cada lição há por trás um ou mais episódios da vida de Mandela em que este foi posto à prova. Um dos maiores ensinamentos é que nem tudo tem que ser sim ou não, nem tudo tem que ter uma resposta exacta, talvez o sim e o não, em conjunto, possam ser a solução.

Penso que este livro pode funcionar muito bem como aquele livro que queremos oferecer a alguém de quem não conhecemos as preferências. É quase um livro de auto-ajuda que pode ser uma excelente ferramenta de trabalho para o dia-a-dia. Liderança é uma palavra-chave ao longo das quinze lições.

Todos nós temos algo a aprender com este livro.

Págs. 188
Ref. ISBN: 978-989-657-083-5

domingo, 10 de fevereiro de 2013

Ensaio sobre a Lucidez - José Saramago

Ensaio sobre a Cegueira, não me canso de dizer, foi uma das melhores obras que já tive o prazer de ler. Não é portanto de estranhar que tivesse bastante vontade de ler  o outro ensaio de José Saramago. Ensaio sobre a Lucidez.

Quando iniciei a sua leitura da obra, não fazia ideia que a acção se passava quatro anos após a cegueira branca que assolou uma nação. Agora, o fenómeno é outro. Na capital deste país é dia de eleições autárquicas. A manhã está chuvosa e a população tende em não comparecer diante das urnas. Tocam alarmes, ninguém percebe o que se passa e tudo indicia elevados índices de abstenção. Porém, ao final do dia, quando está quase a terminar o tempo, milhares de pessoas formam filas enormes para votar. Resultado: quase setenta por cento de votos em branco. Na semana seguinte repete-se o processo. Novas eleições, nova oportunidade de manifestar a intenção de voto. Resultado: quase oitenta por cento de votos em branco.

Mas o que se passou? Porque é que isto aconteceu? Porquê apenas na capital? Terão os políticos perdido a credibilidade? Será isto a democracia? Quem consertou este movimento? 

Os partidos da esquerda, do centro e da direita tentam encontrar um motivo. O governo sabe que caso não o encontre, terá de arranjar uma justificação, custe o que custar. A culpa não pode morrer solteira e o governo da nação é que não pode sair prejudicado.

Polícia, governo e outras autoridades abandonam a cidade e deixam os cidadãos entregues a si próprios. É montado um cerco em todas as entradas/saídas. Ninguém tem permissão para passar até que a verdade seja descoberta.

Através de uma carta enviada para as mais altas patentes da nação, é levantada a hipótese de que o branco dos votos possa estar relacionado com o branco da cegueira anterior. É tempo da entrada em cena de algumas personagens já bem conhecidas do Ensaio sobre a Cegueira.

Subjacente ao romance está uma dura crítica por parte do autor a todo o poder político, ao poder instalado, aos que não vêm meios para atingir os fins. Apesar de não ter sido escrito há muitos anos (o lançamento foi em 2004), a verdade é que é uma trama que continua extremamente actual. Várias vezes dei por mim a pensar o quão bem se enquadra na crise que o país atravessa.

Demorei bastante mais tempo do que seria desejável para ler este livro, ainda assim, nunca perdi a vontade de o ler e gostei bastante. 

Com José Saramago, fica o encontro marcado em data incerta, no Memorial do Convento.

Págs. 332 
Ref. ISBN: 978-972-21-1608-4
Editora: Editorial Caminho

domingo, 28 de outubro de 2012

Resultados: Passatempo "Ibéria - Fernando Pessoa"


Os vencedores do passatempo Ibéria - Fernando Pessoa são:

Luísa Maria Pinheiro Cruz Silva - Travassô
Ana Cláudia Costa - Portimão

Para além de publicados aqui, os resultados serão comunicados aos vencedores por email.

Caso algum dos vencedores não responda ao email de notificação no prazo de uma semana será seleccionado um outro vencedor.

Mais uma vez agradecemos o apoio da BABEL na realização deste passatempo.

Obrigado ainda a todos os participantes.


domingo, 14 de outubro de 2012

Passatempo "Ibéria - Fernando Pessoa"


Tenho para vos propor um passatempo em que podem ganhar 2 exemplares de uma obra de um dos maiores vultos da literatura portuguesa. Nada mais, nada menos que Fernando Pessoa.

Ibéria - Introdução a um imperialismo futuro é mais uma prova de que Fernando Pessoa era uma pessoa muito além do seu tempo, não se limitando a pensar sobre o quotidiano, mas também sobre a assuntos menos prováveis.

Nas novidades deste mês do grupo BABEL pode encontrar-se esta obra sob a chancela da Ática. É portanto para o Conspiração das Letras um enorme prazer proporcionar-vos este passatempo em parceria com o grupo.

As participações são aceites até ao final do dia 21 de Outubro de 2012.

Para poder ser vencedor deste passatempo terá de ser seguidor activo do blogue Conspiração das Letras. Caso ainda não seja, poderá fazê-lo na caixa de "Seguidores da Conspiração" existente na Página Inicial.

As participações estão limitadas a uma por pessoa e, dadas questões relacionadas com o envio do prémio, só aceitamos participações de residentes em Portugal.

Sinopse:

Pessoa não foi alheio a praticamente nenhuma das grandes questões do seu tempo. Uma delas foi a "Questão ibérica", isto é, o futuro político dos dois países e das muitas regiões que constituem a península ibérica, quer através de uma união luso-espanhola, quer através de uma confederação de nações. Esta foi uma questão que ganhou novamente vigência na segunda metade da década de 1910 e na qual Pessoa quis intervir. Uma questão, aliás, afim ao projecto pessoano da «refundação mítica da existência», porque Pessoa queria que se formasse uma Ibéria una e múltipla em que Portugal, depois do aparecimento do Super-Camões (o próprio Pessoa), não perdesse protagonismo cultural. A questão ibérica é também uma questão identitária, e esta é uma questão que, quer no plano individual, quer no plano colectivo, está no centro da estética e da filosofia pessoanas. Mais do que político, o iberismo de Fernando Pessoa foi do tipo cultural e esteve intimamente ligado às ligado às suas preocupações com questões de identidade.


BOA SORTE!


quinta-feira, 13 de setembro de 2012

Resultados: Passatempo A Arca


Já podemos conhecer a vencedora do Passatempo A Arca.

Está de parabéns:

Ester Silva Almeida - Porto

Para além de publicados aqui, os resultados serão comunicados aos vencedores por email.

Caso algum dos vencedores não responda ao email de notificação no prazo de uma semana será seleccionado um outro vencedor.

Mais uma vez agradecemos o apoio da Civilização Editora na realização deste passatempo.


Obrigado ainda a todos os participantes.

terça-feira, 21 de agosto de 2012

Passatempo A Arca

Agosto significa férias, mas para o Conspiração das Letras significa também o regresso aos passatempos. Temos para vos oferecer, em parceria com a Civilização Editora, a mais recente obra da bestseller Victoria Hislop, intitulada A Arca. 

As participações são aceites até ao final de 30 de Agosto de 2012.

Para poder ser vencedor deste passatempo terá de ser seguidor activo do blogue Conspiração das Letras. Caso ainda não seja, poderá fazê-lo na caixa de "Seguidores da Conspiração" existente na Página Inicial.

As participações estão limitadas a uma por pessoa e, dadas questões relacionadas com o envio do prémio, só aceitamos participações de residentes em Portugal.

Sinopse:
Tessalonica, 1917. No dia em que Dimitri Komninos nasce, um incêndio devastador varre a próspera cidade grega, onde cristãos, judeus e muçulmanos vivem lado a lado. Cinco anos mais tarde, a casa de Katerina Sarafoglou na Ásia Menor é destruída pelo exército turco. No meio do caos, Katerina perde a mãe e embarca para um destino desconhecido na Grécia. Não tarda muito para que a sua vida se entrelace com a de Dimitri e com a história da própria cidade, enquanto guerras, medos e perseguições começam a dividir o seu povo. Tessalonica, 2007. Um jovem anglo-grego ouve a história de vida dos seus avós e, pela primeira vez, apercebe-se de que tem uma decisão a tomar. Durante muitas décadas, os seus avós foram os guardiões das memórias e dos tesouros das pessoas que foram forçadas a abandonar a cidade. Será que está na altura de ele assumir esse papel e fazer daquela cidade a sua casa?

Boa sorte!


quinta-feira, 2 de agosto de 2012

O Cairo Novo – Naguib Mahfouz

Quando escolhemos uma obra para ler, um autor que já tenha vencido o Prémio Nobel da Literatura pode ser um bom presságio, mas não é condição suficiente para que nos identifiquemos com ele ou para que venhamos a gostar da sua obra.

Naguib Mahfouz por ter sido, até hoje, o único autor de língua árabe galardoado com este prémio, suscitava-me alguma curiosidade. Escolhi “O Cairo Novo” para me introduzir na sua escrita. A escolha não obedeceu a nenhum critério ou aconselhamento, foi feita completamente às escuras. Na verdade, nunca tinha lido nada sobre o autor ou sobre o seu trabalho, por isso estava longe de imaginar se teria êxito nesta escolha. 

Correu bem. Que agradável foi esta viagem ao Cairo dos anos 30. Uma sociedade onde as diferenças sociais são extremamente acentuadas, o que faz com que a classe média seja praticamente inexistente. O país vive uma época difícil marcado por revisões da constituição, no entanto começam a dar-se os primeiros passos de proximidade à cultura europeia. Exemplo disso mesmo é o facto de as mulheres passarem a ter acesso às universidades ou tão somente poderem ir ao cinema. Pequenos passos, mas que numa sociedade tipicamente conservadora atingem proporções muito significativas.

Neste Egipto é difícil para um jovem sem estudos, de família humilde, conseguir um bom emprego. Até mesmo um bacharelato pode ser insuficiente. O sonho é comum, conseguir a licenciatura e garantir um lugar como funcionário público, pois só assim se consegue atingir a estabilidade pretendida. Magoub Abdel Dayim encaixa-se perfeitamente neste perfil.  A custo do sacrifício dos pais, Magoub estuda numa universidade do Cairo. O pouco dinheiro que recebe vai dando para viver e pagar as despesas que tem com os estudos. Os problemas começam quando a apenas quatro meses de terminar a licenciatura, o pai de Magoub adoece e deixa de lhe poder enviar a quantidade de dinheiro habitual.

O dia-a-dia passa a ser difícil. Ter nascido numa família pobre é algo que nunca aceitou e por isso mesmo sente vergonha e repulsa. A consequência é um sentimento profundo de inferioridade perante todos, incluindo os amigos mais chegados: Mamoun Radwan, Ali Taha e Ahmed Bider. Na realidade trata-se de uma pessoa sem princípios morais, que apenas se interessa por si próprio. Assim, vive uma vida de aparências tentando mostrar aquilo que não é.

Apesar das dificuldades, Magoub acaba por conseguir a tão desejada licenciatura, porém os verdadeiros problemas ainda estavam por vir. Cedo se apercebe que apenas consegue arranjar emprego quem tem bons conhecimentos. Magoub não tem esses conhecimentos, resta-lhe apenas entrar num esquema, muito pouco convencional, para obter o seu emprego. É precisamente a partir daqui que me apaixonei por esta obra. Poderia contar do que consta este esquema sem desvendar o final do livro, mas penso que se perderia a magia da descoberta e vale mesmo a pena descobrir.

Recomendo vivamente a leitura deste Cairo Novo. Se, durante a leitura fecharmos os olhos por momentos, parece que somos transportados para uma obra de Fiódor Dostoiévski. A forma como Naguib Mahfouz nos transmite os sentimentos de ódio e repugnância de Magoub por quem o rodeia, incluindo pelos seus pais, faz lembrar um pouco de Raskólnikov.

Em alguns aspetos fez ainda lembrar-me um outro Nobel, Orhan Pamuk. A forma como uma escrita simples pode ser apaixonante é o denominador comum entre ambos.

Penso que não restam dúvidas, mas ainda assim para que fique registado: gostei e recomendo.

Págs. 232
Ref. ISBN: 978-972-26-3062-7
Editora: Civilização Editora

quinta-feira, 26 de julho de 2012

Caderneta de cromos – Nuno Markl

Já há muitos anos que acompanho o trabalho de Nuno Markl. Sou seu fã desde “O homem que mordeu o cão”, que tantas vezes me acompanhou a caminho da faculdade. Um programa da Rádio Comercial que contava ainda com Ana Lamy e José Carlos Malato.

Passados alguns anos, eis que volta Nuno Markl a fazer-me companhia. Desta vez a caminho do trabalho. O novo programa chama-se “Caderneta de Cromos” e tem o dom de me fazer viajar ao volante do meu automóvel pelas memórias dos anos 80. Uma viagem “dentro” de outra viagem. Para além do próprio Nuno Markl, fazem ainda parte do programa Pedro Ribeiro, Vanda Miranda e Vasco Palmeirim. Quando ouvi o primeiro cromo, em poucos segundos fiquei fã da música de David Fonseca que dá início ao programa. Poucos minutos depois já era fã da caderneta e ao fim alguns dias já era comum chegar ao trabalho e ter os colegas a falar sobre o cromo do dia.

Para quem nunca ouviu na rádio, a Caderneta é um flashback aos anos 80. Desde músicas, filmes, comidas, objetos, tudo o que marcou esta década tem lugar na caderneta. Quem não se lembra das praias portuguesas terem uma bola de Nívea que servia de ponto de encontro? Quem não trauteou o Chico Fininho? Quem não viu o Rambo?

O livro é a transcrição destes programas e garanto-vos é impossível lê-lo sem ter um sorriso atrás da orelha. Cada cromo funciona quase como uma injeção de boa disposição. Por isso mesmo optei por ir lendo um cromo de vez em quando, à semelhança das originais cadernetas em que se iam obtendo os cromos a pouco e pouco.

Nuno Markl é um excelente contador de histórias e nesta temática joga em casa. Sente-se que conhece bem cada um dos cromos e fala deles com carinho e saudade. Este livro faz as delícias de todos os que se encontram entre os 30 e os 40 anos, mas mesmo quem não viveu nos anos oitenta facilmente se apaixona pelas suas histórias.

Vou apenas destacar um cromo, “Videoclubes”, pois acho um excelente exemplo do que o livro tem para oferecer. Assim, aconselho que caso passem numa livraria leiam este cromo. 
 
Págs. 221
Ref. ISBN: 978-989-672-044-5
Editora: Objectiva