sábado, 4 de julho de 2009
A Sombra do Vento - Carlos Ruiz Zafón
quarta-feira, 17 de junho de 2009
Anjos e Demónios - Dan Brown
Ref. ISBN: 972-25-1409-1
Editora: Bertrand Editora
quinta-feira, 28 de maio de 2009
À Descoberta de África - Martin Dugard
Ref. ISBN: 978-972-46-1713-8
Editora: Casa das Letras
quarta-feira, 22 de abril de 2009
Aos Olhos de Deus - José Manuel Saraiva
Aos Olhos de Deus é um romance histórico, que nos leva ao reinado de D. Manuel (inicio do Séc. XVI). A embaixada mandada pelo ao Vaticano é aproveitada para ilustrar um belo romance entre a judia Raquel Aboab e o fidalgo da corte D. Diogo Pacheco. Numa época em que Portugal se encontra no auge perante os olhos do mundo, dadas as descobertas a além-mar, um rei dado à ostentação, envia a Roma uma comitiva em seu nome para assim dar a conhecer ao representante máximo da Igreja, Sua Santidade o Papa Leão X, o poderio aparente de uma nação que aliada aos descobrimentos teria a missão de cristianizar o mundo desconhecido.
A comitiva é então enviada carregando uma enorme quantidade de presentes, com um valor imensurável, que tanta falta fazia à nossa nação. Destes faziam parte alguns animais selvagens (mais um elefante!!!), muito ouro, pedras preciosas, etc. A comitiva chefiada por Tristão da Cunha era constituída por alguns fidalgos, médicos, padres e outros perfazendo um número próximo das 300 pessoas.
A festa organizada em Roma, foi um evento nunca visto. A dimensão foi tal que nem mesmo a tomada de posse do Papa teria sido tão vistosa. Foi este o enquadramento que José Manuel Saraiva utilizou bastante bem para satirizar a corte portuguesa e ainda desvendar alguns dos seus segredos em paralelo com a análise feita ao Vaticano. Segundo o autor as coincidências não eram assim tão poucas!
Em paralelo a esta história de fundo está então uma bela história de amor, como disse,entre a judia Raquel Aboab e o fidalgo da corte D. Diogo Pacheco.
As causas da perseguição aos judeus é também explorada e quanto a mim muito bem integrada no seio da história.
No final temos um livro interessante, de leitura bastante fácil. Recomendo.
Págs. 249
Ref. ISBN: 978-989-555-364-8
Editora: Oficina do Livro
terça-feira, 14 de abril de 2009
A Viagem do Elefante - José Saramago
O ateu confessado que é José Saramago deixa-se perceber perfeitamente na segunda parte do livro, com um olhar bastante interessante sobre a condição humana. Apesar de não concordar na integra com este olhar, foi ainda assim a parte do livro que mais gostei.
Págs. 258
Ref. ISBN: 978-972-21-2017-3
Editora: Editorial Caminho
sexta-feira, 10 de abril de 2009
Façam o Favor de Ser Felizes - João Carlos Silva
É com todo o carinho, conforme diria João Carlos Silva que o livro: "Façam o Favor de Ser Felizes!" aparece no meu blogue.Págs. 163
Ref. ISBN: 989-555-253-5
Editora: Oficina do Livro
sexta-feira, 3 de abril de 2009
A Filha do Capitão - José Rodrigues dos Santos
A Filha do Capitão é um romance que curiosamente me soube bastante bem ler a seguir ao "Homem da Carbonária". Isto porque a história é contemporânea e está apresentada num contexto diferente mas com muitas coisas em comum.Afonso Brandão nasceu em Rio Maior, numa família humilde. Agnès Chevallier nasceu em Lille, numa família abastada.
Afonso viu a sua dominada pela vontade de uma senhora que lhe queria fazer "bem". Agnès correu atrás de um sonho; ser médica.
Mas a primeira grande guerra começou, Agnès ficou retida em França e perdeu contacto com a família. Afonso, ou melhor, Capitão Afonso Brandão foi destacado com as tropas portuguesas, ao comando de uma Brigada do Minho, nas trincheiras da Flandres.
Foi aí que por mero acaso do destino se conheceram, se apaixonaram e viveram um amor difícil. Arduamente testado dadas as contingências da época e do local onde se encontravam, nem por isso se afastaram e viveram um romance impossível.
Para saber quem é a "Filha do Capitão" é mesmo preciso ler o livro, e até ao fim!
José Rodrigues dos Santos faz uma descrição muito exaustiva, mas no meu ponto de vista interessante da guerra em particular da participação portuguesa. Somos levados a concluir que afinal Portugal não anda à deriva apenas agora, mas que também andava no inicio do século.
Fica a pergunta: Será que sempre andou???
Recomendo vivamente a leitura desta obra para quem gostar de romances, mas que não se canse de ler os pormenores da guerra e das linhas da frente. Eu gostei!
terça-feira, 17 de março de 2009
A Metamorfose - Franz Kafka
Mais uma excelente obra deste magnifico autor. Sinceramente acho mesmo fantástico. Os livros que tenho lido são histórias das quais eu já mais me lembraria de imaginar, quanto mais de as escrever.Interessante também é notar que apesar de serem fora do normal, conseguem transportar-nos para cenas bem reais como se tudo isto fosse uma metáfora.
Na metamorfose Gregor Samsa acorda um dia para ir trabalhar e verifica que se transformou num insecto, algo do género de uma aranha! Naturalmente toda esta transformação impressiona imenso a sua família. De inicio a todos parece que a transformação terá sido apenas física, porém todos se acabem por convencer de que a transformação foi completa. Na verdade Gregor nunca deixa de pensar como um humano e com isso Kafka aproxima o leitor a esta interessante personagem.
Um outro dado curioso desta história é facto de Gragor ter começado a trabalhar para com isso resolver as dividas que o pai tinha criado e que causavam imensas dificuldades à família. Com este trabalho passou a ser o único sustento da família. Porém quando a sua doença se começou a prolongar percebeu que afinal o dinheiro que tinha dado até deu para fazer poupança (apesar de dividas não terem sido totalmente liquidadas. Algum tempo depois já toda a gente trabalhava, passando ele a ser desprezado inclusive pela irmã, que no inicio era a única que lhe dava alguma atenção. O final é curioso, mas naturalmente não vou contar!
Uma pequena referência ao prefácio de Vladimir Nabakov que existe na edição que li. É sem dúvida muito útil para perceber a obra, porém acaba por ser demasiado exaustivo e deixa muito pouco para quem vai ler a obra logo a seguir. Penso que este texto deveria aparecer no fim do livro.
Por último, gostaria de mostrar uma imagem de pintora portuguesa que admiro bastante: Paula Rego. Esta imagem mostra no seu ver a metamorfose e encontra-se presente numa versão ilustrada pela própria editada pela Quasi Edições.

quinta-feira, 12 de março de 2009
O Homem da Carbonária - Carlos Ademar
Uma surpresa agradável este Homem da Carbonária! Um romance policial com uma interessante vertente histórica.Comprei-o precisamente porque gostaria de aprender um pouco mais sobre o que foi a Carbonária. Penso que o objectivo foi cumprido e de uma forma muito agradável.
Um homem é encontrado morto no jardim da Estrela. Terá sido assaltado e assassinado acidentalmente, ou será que foi um crime premeditado?
Para resolver esta trama, o chefe Pratas é obrigado a desenvolver uma investigação, que serve para explicar ao leitor o estado do nosso país nos anos que se seguiram ao regicídio.
Apesar de não me considerar um fã de policiais, recomendo a leitura deste livro a quem quiser, tal como eu aprender alguma coisa sobre este tema.
Por fim, um único reparo: o epilogo dá um desenlace à história completamente imprevisível. Na minha opinião: não havia necessidade!!!!
Editora: Oficina do Livro
sábado, 7 de março de 2009
Os Maias - Eça de Queirós
Que prazer foi reler Os Maias após tantos anos e sem ser obrigado!De facto já lá vão alguns em que na disciplina de português fui obrigado a passar os olhos por esta obra. E quando digo passar os olhos, refiro-me literalmente ao que se passou, pois nessa altura jamais o li ou sequer demonstrei vontade de o ler.
Assim, não admira que apenas nomes como Ramalhete, Carlos Eduardo ou Alencar me fossem familiares. Da história propriamente dita, bom dessa então é que não me lembrava de nada. Nada mesmo!!!
É talvez um pouco redundante estar aqui a dizer que se trata de uma obra-prima da literatura portuguesa, mas a verdade é que o é mesmo. É talvez um pouco "maçudo" dirão alguns. Mas é Eça, o meu Eça, o nosso Eça no melhor dos melhores.
Toda a descrição da sociedade portuguesa, em particular a lisboeta, da altura é feita de uma forma magnífica. Quando por vezes se fala da mudança dos tempos, dos podres da sociedade actual, é curioso ver que estes podres afinal não são apenas de agora. Eça de Queirós continua muito actual.


