Paixão pela terra, amor pelas vinhas e um assassino à solta…
A Fúria das Vinhas é isto e muito mais. É a história de vida de Antónia A. Ferreira, a Ferreirinha, uma mulher grande em afecto, em solidariedade, em inteligência e em empreendedorismo.
Vespúcio Ortigão é uma figura que foge aos padrões de uma pessoa normal para as pessoas da sua época. Filho de um amor proibido entre sua mãe e o pároco de uma aldeia vizinha, tornou-se bacharel em Direito graças à ajuda de Ferreirinha.
Estão unidos por uma admiração mútua e obcecados com dois problemas. Ferreirinha não descansa enquanto não derrotar a praga da filoxera que ameaça devastar todas a vinhas do Douro, pondo em causa milhares de pessoas e o futuro do vinho do Porto. Vespúcio teima em não acreditar que algumas mortes de raparigas novas de lugares vizinhos, não se devem à voracidade dos lobos nem tão pouco são casos isolados.
O desfecho desta história? Não vou contar! Detesto saber o que vai acontecer nas histórias, por isso jamais aqui escreverei o fim de um livro… Mas sim, é mais um que vale a pena ler.


Ainda com o Equador bem fresco, o lançamento do Rio das Flores facilmente se tornou para mim literatura obrigatória. Mais fácil ainda quando abri um embrulho de Natal e verifiquei que alguém muito especial mo tinha oferecido.
Decidi que deveria intercalar a leitura duma obra contemporânea com um clássico. Quem melhor para começar do que o grande Eça de Queirós? 