segunda-feira, 2 de novembro de 2009

Editorial Presença publica amanhã "Errar é Divino"


A Editorial Presença publica amanhã, dia 3 de Novembro, o livro Errar é Divino, da autoria de Marie Phillips. É um romance original que proporcionará momentos de boa disposição e que se encontra traduzido em 22 países.



Sinopse:

Se os deuses são imortais, onde será que vivem e o que será que fazem em pleno século XXI? A resposta poderá surpreendê-lo. Sim, os deuses do Olimpo estão vivos, mas, como os seus poderes já não são o que eram porque já ninguém os venera, o seu dia-a-dia é muito pouco agitado. Um dia, porém, uma seta disparada por Eros vai instalar o caos entre deuses e meros mortais, com consequências hilariantes. Errar É Divino é um romance encantador e inteligente que lhe proporcionará inúmeros momentos de boa disposição.

Trailer:


Ficha Técnica:

Errar é Divino

Marie Phillips
Título Original: Gods Behaving Badly
Tradução: Ana Mendes Lopes
Páginas: 284
Colecção: Lado B, Nº 5
PREÇO COM IVA: 16,50€
ISBN: 978-972-23-4251-3

O Jogador - Fiódor Dostoiévski

Por norma interesso-me bastante por entrevistas a escritores e pessoas ligadas à literatura. Numa esmagadora maioria delas verifico que há uma inspiração comum: Fiódor Dostoiévski. Desta forma era questão de tempo até me encontrar com o autor.

O Jogador surge numa fase em que por diversos motivos pretendia ler um livro pequeno. E claro está que não me arrependi.

Aleksei Ivánovitch, o narrador do livro, é uma pessoa astuta, um "smart eye", porém apenas se serve desses atributos para criticar o que rodeia, já que no que a si diz respeito é uma pessoa inconsequente, sem objectivos de vida definidos. Quase que por acidente vê-se apaixonado pelo jogo e é através desta paixão que Dostoiévski alia o humor à ironia para mostrar as vivências de uma família que se vê estranhamente dependente do jogo.

Os meandros dos casinos, as tendências e vícios de jogo são amplamente esmiuçados de modo a mostrar ao leitor de várias perspectivas como tudo se passa. No fundo há uma análise comportamental de quem joga ou de quem depende do jogo muito curiosa. Muitos são os estados de espirito explorados desde o êxtase, passando pela loucura e pela solidão.

Por último uma pequena nota. Também Fiódor Dostoiévski foi durante vários anos viciado no jogo. Talvez por isso a análise seja tão real.

Págs. 163
Ref. ISBN: 978-972-23-2744-2
Editora: Editorial Presença

segunda-feira, 26 de outubro de 2009

A Casa do Silêncio - Orhan Pamuk

Algures na Turquia, próximo de Istambul, numa terra à beira-mar chamada Forte-Paraíso mora Fatma. Fatma é uma víuva nonagenária que serve de eixo a esta narrativa. Vive com um anão, Redjep, que para além seu criado, é também filho bastardo do seu defunto marido. Tudo isto numa casa que outrora foi nova, mas agora nem por isso...

 Todos os anos no Verão, os seus três netos vêem a Forte-Paraíso passar alguns dias de férias. Faruk, o mais velho, divorciado, parece querer seguir as pisadas do seu pai e do seu avô fazendo da bebida um vício. Nilgune é uma bela jovem que acaba de se descobrir para a vida ao tomar contacto com os ideais comunistas. Metine é um jovem estudante, bastante ambicioso, cujo o sonho é sair da Turquia e estudar e morar na América. Em suma, são três personalidades bastante distintas  que nos levam a conhecer melhor  o difícil enquadramento político e social que se vive na Turquia.

Com alguns momentos mortos, que a meu ver eram desnecessários, a verdade é que "A casa do silêncio" consegue por vezes ter partes interessantes o suficiente para prender o leitor.

Diz a sinopse do livro que nele se encontram estratégias narrativas usadas pelo autor em obras posteriores. Espero sinceramente que essas estratégias sejam as mesmas que ajudam a prender o leitor, pois quero ler mais obras do senhor Pamuk.

Págs. 313
Ref. ISBN: 978-972-23-4005-2
Editora: Editorial Presença

sexta-feira, 23 de outubro de 2009

Editorial Presença assinala os 20 Anos da queda do Muro de Berlim

Esta obra vem comemorar os vinte anos da queda do muro de Berlim, e é o relato fascinante de como se processou o colapso do império soviético em meia dúzia de meses revolucionários e vertiginosos que mudaram o mundo. Numa perspectiva histórico-jornalística, Victor Sebestyen revisita o passado para nos revelar como os acontecimentos se precipitaram e nos guiar num périplo pelos países que fizeram parte do mundo soviético enquanto membros do Pacto de Varsóvia. Lúcida, rigorosa e abrangente, esta obra constitui um instrumento imprescindível para a análise e compreensão das circunstâncias que conduziram, de forma tão célere, àquele que foi sem dúvida um dos momentos mais significativos da história moderna.

Victor Sebestyen tem trabalhado como jornalista em diversos jornais britânicos. Durante o período do colapso do comunismo, em 1989, foi correspondente na Europa de Leste. Fez reportagens sobre a Bósnia e a Europa Central e de Leste para o The Times e o New Statesman e foi também responsável pela cobertura da guerra na ex-Jugoslávia. Foi editor de assuntos estrangeiros, editor de media e chefe de redacção do London Evening Standard.


Ficha Técnica:
Revolução 1989 - A Queda do Império Soviético

Victor Sebestyen

Título Original: 1989: Tearing Down The Curtain
Tradução: Alberto Gomes
Páginas: 448
Colecção: Biblioteca do Século Nº 29
PVP: 24,90€
ISBN: 978-972-23-4260-5

quarta-feira, 14 de outubro de 2009

Novo Romance - José Rodrigues dos Santos


Novo romance de um autor que já habituou os seus muitos leitores a aliar o prazer lúdico da leitura ao enriquecimento proporcionado pela relevância dos temas tratados e pela investigação rigorosa que os fundamenta. Depois de tratar a crise energética e os últimos avanços da ciência numa mistura extremamente hábil e subtil de ficção e realidade, José Rodrigues dos Santos traz-nos mais um tema escaldante da actualidade, num acontecimento editorial que dará muito que falar.



LANÇAMENTO NACIONAL seguido de sessão de autógrafos
24 de Outubro (sábado) . 17 horas . Praça Central . Centro Colombo


sábado, 10 de outubro de 2009

No silêncio de Deus - Patrícia Reis

Costuma dizer-se que a vida é ingrata. "Só quem passa por elas é que sabe" dirão alguns. No fundo, um significado comum. É um bocado isso que nos ensina este romance de Patrícia Reis.

Sara é uma jornalista, uma excelente profissional, perita em fazer entrevistas. Num dos seus trabalhos o entrevistado é um conceituado escritor, Manuel Guerra, altamente galardoado, bom no que faz, mas de poucas palavras. Os resquícios de uma vida difícil fazem de si uma pessoa bastante evasiva e só.

Tempos passados, estas duas vidas tornam a cruzar-se. Sara regressa de Jerusalém e casualmente reencontra Manuel Guerra numa rua de Amesterdão. Mas Sara, talvez tenha aprendido algo com esta viagem e está seguramente uma nova pessoa. Manuel, está canceroso. Sabe que tem os dias contados. O duelo de palavras do primeiro encontro torna-se agora num diálogo muito mais apaziguador. As vidas de cada um são reveladas.

Manuel que decide que o seu lugar é Amesterdão vê entrar na sua vida um barman, uma prostituta, um médico homeopata e acima de tudo... a esperança de viver.


Cada um ao seu estilo, considero este livro dentro do género do "No teu Deserto" de Miguel Sousa Tavares. Como já me referi aqui no blogue, é o romance que catalogo como uma "história querida". Neste caso, como aliás tinha acontecido com o "No teu Deserto" recomendo a leitura.

Págs. 260
Ref. ISBN: 978-972-20-3660-3

quarta-feira, 7 de outubro de 2009

Eça agora - Os Herdeiros de Os Maias

Decidi ler este livro, uma vez que ainda tinha bem recente "Os Maias" de Eça de Queirós. Os autores prometiam um romance paralelo, mas adaptado aos dias de  Hoje.

Na verdade é isso que nos é apresentado, uma história muito semelhante à obra de Eça mas com contornos muito próprios da sociedade actual. Num país governado por um Primeiro Ministro de nome Platão, a intriga, a farsa e a mesquinhez são atributos de uma sociedade que parecem inalteráveis com o passar dos tempos.

A história é divertida e a leitura é bastante acessível, mas confesso que esperava mais. Bem sei que talvez por ser a continuação de uma grande obra, a fasquia eleva-se muito alto. Por outro lado não sei se ,escrever a oito mãos facilita ou dificulta o resultado final!

Por fim devo dizer, gostei, mas queria melhor!


Págs. 312
Ref. ISBN: 978-989-555-322-8
Editora: Oficina do Livro

quarta-feira, 23 de setembro de 2009

Promoção da semana no site da Presença

Não se Escolhe quem se Ama
Joana Miranda

Colecção: Grandes Narrativas
P.V.P.: 14,96 € 7,90 €
Nº de Páginas: 208

Sinopse:

Matilde tinha uns olhos escuros, brilhantes, profundos como a noite. O cabelo, da cor das Deusas do Olimpo. As asas, de ouro, bordadas a fios de seda. Os pensamentos, povoados de sonhos. O desejo, incandescente, de voar, de rasgar, horizontes cada vez mais altos. Matilde, como Ícaro, era dotada de asas, e como Ícaro, por inusitada coragem, experimentou a dor de chegar perto do sol. Do mesmo Sol que dá a vida, e que a tira. Viveria tudo outra vez. Exactamente da mesma forma. Não trocaria o que viveu com Vladimir Krapov por nenhuma outra existência do fogo que sempre queima as asas que ousam desafiar as leis do universo e da vida. A sua luz era tão intensa que Matilde duvidava não ser ela própria criação daquele moscovita de quarenta e cinco anos que um dia lhe arrebatou a alma. Este novo romance de Joana Miranda oferece-nos momentos de puro deleite, numa escrita que flui, poderosa e rica que já nos tinha sido dada a apreciar nas suas obras anteriores – A Outra Metade da Laranja, Sem Lágrimas Nem Risos e O Espelho da Lua.

A promoção pode ser encontradano site da Presença.